Devo comprar um piano acústico ou posso optar por outro instrumento que sirva também para estudar “piano”?

É uma dúvida que surge com frequência aos nossos clientes: compro ou não um piano acústico?

A nossa resposta é simples: consegue imaginar Beethoven a tocar Sonata ao Luar noutro instrumento a não ser num piano acústico? Nós também não!

Podemos parecer suspeitos, mas há décadas que comercializamos, afinamos e reparamos pianos acústicos para os nossos clientes, e a nossa experiência deixa-nos à vontade para afirmar sem qualquer dúvida que o estudo de piano deve ser feito num piano acústico. Qualquer outra opção estará longe de ser a mesma coisa.

“Manias clássicas”, dizem alguns de vocês. Mas, não. Para muitos compositores modernos continua a ser o instrumento base para as suas obras, como Nils Frahm, Michael Nyman, Ryuichi Sakamoto ou Ludovico Einaudi, mesmo quando usam o piano acústico com instrumentos eletrónicos.


Se já tocaram num piano acústico, ou já ouviram um ao vivo, sabem que tem um som incrível. É por isso que um pianista profissional vai tocar Chopin num piano acústico para a sua plateia, porque lhe permite criar uma dinâmica que depende da forma como executa a obra, aplicando uma sensibilidade muito mais abrangente e orgânica só possível neste fantástico instrumento.

E no estudo do instrumento, seja na vertente clássica, pop ou jazz, um piano acústico é definitivamente a opção a tomar.

O estudo do piano comporta diversas dimensões, desde o estudo teórico da música, a leitura das partituras, a compreensão da harmonia. Tudo isto é muito importante, mas existe um outro aspeto fundamental: o aperfeiçoamento técnico do pianista, que só acontece através do desenvolvimento de força e independência dos dedos das mãos. Só se consegue evoluir neste aspecto através do treino, com muitas e muitas repetições. Porque é que acham que os alunos de piano passam horas a praticar escalas?

Para que os músculos das mãos tenham o desenvolvimento adequado e ganhem independência é necessário que sejam treinados a exercer a força contra uma resistência adequada, que se produz ao tocar nas teclas de um piano acústico. Noutro tipo de pianos, isto não é possível.

As teclas têm que ter o toque e peso certos. Um piano acústico produz som percutindo um conjunto de cordas (horizontais ou verticais) com martelos ativados pela pressão nas teclas. Estamos a falar de milhares de peças móveis, em diferentes materiais, que proporcionam uma experiência sonora única pela sua riqueza tímbrica. Tocar piano é um ato físico, orgânico, e só a melhor mecânica permite que se chegue à execução mais natural possível.

Um outro aspeto importante é o treino auditivo. Inevitavelmente o estudante de piano passará muitas horas a praticar, pelo que o cérebro vai interiorizar as notas tocadas. É muito importante para o progresso do estudante que o piano esteja devidamente afinado com o Lá (440Hz)  e que produza um som agradável, o que servirá para manter o nível de motivação para o estudo.

Quem verdadeiramente gosta de piano merece um piano real. Todo o estudo de piano tem uma componente física importante, e o instrumento é a extensão da capacidade do instrumentista. Daí a qualidade do piano ter a maior importância para a sua evolução.

Um piano acústico, seja de cauda ou vertical, bem afinado e cuidado, pode durar décadas e manter todo o seu esplendor sonoro. Adquirir um piano é também um investimento a longo prazo, já que estes instrumentos mantêm o seu valor durante muitos e muitos anos, desde que bem cuidados.

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