Dia Mundial da Dança

Cantar, dançar, sentir a emoção de uma canção e nunca mais parar. De pontas, aos pulos, com a coreografia da Macarena, dançar é das melhores coisas que podemos fazer com o corpo. A dois, sozinho, em grupo, com maior ou menor técnica, é um exercício que serve não só para libertar as endorfinas pelo corpo fora, como é uma expressão pessoal e social.

Dança-se desde que há música, e sempre como uma forma de celebração e de comunhão social. Os nossos antepassados usavam a dança como forma de comunicar quer os seus objectivos quer para estabelecer o seu status social, talvez a imitar as danças do mundo animal, e para os mesmos rituais: superioridade, comunidade, acasalamento.


 

À medida que as sociedades foram ficando mais complexas, as danças também (apesar dos objectivos se manterem, especialmente o do acasalamento). Surgiram as danças de comemoração do fim das colheitas, as danças para cerimónias a pedir a intervenção divina (como a dança da chuva), a dança da guerra que colocava os guerreiros num transe pronto para a batalha.

Mas, com o tempo, a dança também se tornou numa forma de expressão artística e individual, baseada nos ritmos e sonoridades de cada sociedade: o tango na América do Sul é mais quente e sensual que as jigas irlandesas, por exemplo. A música clássica serviu de fundo para narrativas dançadas, com convenções bem estabelecidas e uma exigência técnica que faziam dos melhores intérpretes verdadeiras estrelas. Isadora Duncan ainda é um nome que persiste.

https://www.youtube.com/watch?v=oUTICuj_wK8

 

Com o início do século XX, a dança tornou-se mais livre, apesar de cada época ter o seu estilo. As danças bem organizadas das cortes transformaram-se numa interpretação livre de um conjunto de passos ao som do ragtime e do swing, onde se dançava para ser feliz. Talvez porque os vestidos se tornaram menos pesados e apertados, assim como as mentalidades.

Um bom dançarino é como se fosse um atleta de alta competição, e é dos exercícios mais exigentes fisicamente, de elevada coordenação motora e, quando feito com elegância e arte, é das artes mais belas de se ver.


 

Cada música tem o seu balanço, não é verdade? A dança é o balanço que damos, de olhos fechados, a apontar para o ar à Travolta ou agarradinhos ao nosso par ao som da música que gostamos. E é tão bom.

Há quanto tempo não vão dançar? Não digam que não o sabem fazer. Dançar é fácil: é só fazê-lo como se ninguém estivesse a ver. Dancem, porque hoje é o Dia Mundial da Dança.

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