O que é um Xaphoon?

Com um nome que parece saído de um episódio do Star Trek, o Xaphoon (em inglês lê-se zafún) é um daqueles instrumentos que dá logo vontade de comprar por serem tão versáteis, portáteis e acessíveis ao bolso.

O Xaphoon é um instrumento de sopro, de dimensões semelhantes a uma flauta de bisel, com um registo entre o saxofone e o clarinete. Não tem botões, apenas nove buracos na parte superior e um na inferior, e tem uma escala cromática de duas oitavas. A tonalidade mais comum é Dó. Tem uma palheta de saxofone tenor, o que lhe dá o seu som característico.

É mais um instrumento que veio do Hawai, terra onde existe uma predileção por instrumentos que dão para levar para todo o lado. Ukeleles, lembram-se? Em 1972, um tal de Brian Wittman, um multi-instrumentista da ilha de Mauil, decidiu fazer um instrumento de sopro para uma criança que soasse como um saxofone.

Inicialmente, era apenas uma flauta de bambu, mas só quando aplicou uma palheta de saxofone é que lhe saiu a sorte grande. Gostou tanto do som do seu novo instrumento que o começou a usar em concertos e, logo a seguir, teve tantos pedidos de encomendas por parte de outros músicos que abriu a sua própria empresa. Não sabemos se a criança recebeu o que lhe tinham prometido. Mas o melhor é ver a apresentação que o próprio Wittman faz da sua criação:

Utilizado em vários estilos musicais, o Xaphoon espalhou-se pelo mundo fora, integrando diferentes tradições musicais e sendo um instrumento de eleição para músicos de todos os níveis. Este “saxofone de bolso” é relativamente fácil de aprender, mas tem possibilidades musicais imensas. Podem ver neste site alguns manuais e guias para aprender a tocar Xaphoon.

O seu fabrico em série levou a que se utilizassem materiais sintéticos em vez do bambú, o que reduziu o seu custo. Não nos admiraríamos se, numa verdadeira viagem pelas estrelas, este fosse um dos instrumentos a bordo.


O Salão Musical de Lisboa tem xaphoons que podem comprar através da nossa loja online. Ou então, venham visitar-nos ao Largo do Carmo.

Sobre o autor

Relacionado

Comentários